Textos


Paz
 
Nem prantos, nem preces, coroas ou velas,
nem tumba de luxo, de laje marmórea,
nem página aberta a mostrar minha história,
nem cruz prateada, turvando as estrelas;
 
nem anjos bonitos, de asas ao léu,
nem urna em cimento fincada no chão,
nem corpo sem terra por entre o desvão,
nem alma perdida...longínqua do céu.
 
Prefiro ser humo e explodir no arvoredo...
Ser flores...Ser frutos crescendo sem medo
cumprindo o princípio da atomização.
 
E assim ir rolando, sem rumo e sem norte,
sem nunca importar-me com vida e com morte
levado nos braços da imaginação.
 
Brasília, 11 de março de 2013.
 
 
Antonio Lycério Pompeo de Barros
Enviado por Antonio Lycério Pompeo de Barros em 19/03/2013

Música: Nocturne for piano Chopin - Google

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